Oi, eu sou o Diogo Souza

Sou escritor e jornalista, autor dos livros Novo Rumo, Encontro com o Cara do Espelho, Sobrevivendo a um Relacionamento Abusivo e O Amor não é para Covardes (em reedição).

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Eu, um oráculo chinês e uma meditação compartilhada

O post de hoje é uma meditação/aconselhamento baseado no oráculo I Ching, é tanto estudo quanto experimentação textual

Uma das coisas novas e inesperadas em minha vida são os oráculos, chegaram sutilmente em minha rotina e se converteram em um instrumento de meditação e autocuidado muito importante. Passaram de hobby à parte importante da rotina de estudos e práticas espiritualistas. O texto a seguir é fruto de uma meditação e canalização para um coletivo de pessoas queridas, mas acho que vale a leitura para qualquer pessoa e a qualquer tempo.

Acho curioso que o que emerge desse tipo de produção são textos que oscilam entre uma identificação rasa e uma mais profunda, ao ponto de sentir o texto se aproximar e se distanciar de mim entre uma frase e outra. Acho sempre uma experiência riquíssima e interessantíssima.

Conselho da semana canalizado com o I CHING:


Hexagrama 23 – A Desintegração
“É preciso adaptar-se às condições do momento e evitar a tempo o perigo. Perseverar teimosamente em manter seu ponto de vista levaria à ruína.”

Há momentos na vida que não estamos onde gostaríamos de estar, o entorno pode estar carregado de situações ou pessoas que nos desagradem. Sair dali seria uma solução rápida, mas sabemos que a realidade nem sempre é tão fácil. Enfrentar tais forças poderia causar ainda mais desgaste sem soluções efetivas. A vida se torna um grande impasse. O que nos resta é conviver.

Faz-se necessária a dita resiliência para enfrentar esses dias com uma certeza interna de que tudo passará, confiando na implacável força do tempo e agindo com disciplina e esforço mental para promover as mudanças internas que façam o magnetismo do universo te levar até um novo ponto desejado. Tudo isso é construção, demanda tempo, ação, coragem e paciência.

No entanto, conviver não significa ignorar. Parte desse processo exige que você olhe com honestidade para o que esse ambiente ou essa situação revela sobre você mesmo. O desconforto é tanto um sinal de que algo externo está errado, como também um espelho do que ainda precisa ser reconhecido, integrado ou curado internamente. Reconhecer a própria sombra, o que você evita ver, o que você ainda carrega sem perceber, é a parte inevitável de qualquer fortalecimento real.

Seu momento atual pode não parecer o mais favorável e uma situação melhor parece cada vez uma ideia distante. Onde está a luz no fim do túnel que todos dizem?, você pode se perguntar. Creio que o farol que você procura seja justamente esse incômodo aí dentro que ainda não tem nome nem forma. Talvez seja o momento de usar essa energia para entender onde e como você precisa se proteger, onde precisa se curar e se resguardar.

O convite está claro: se fortaleça. Não se deixe contaminar pelo ambiente que te faz mal, mas aprenda a conviver com ele sem que ele te engula e te paralise. Uma montanha só é montanha se tiver uma base muito sólida, robusta e estável. Portanto, para subir de nível, é preciso garantir que sua base esteja firme, protegida das intempéries que tentam tirar de você suas prioridades.

Diário de Bordo

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