Oi, eu sou o Diogo Souza

Sou escritor e jornalista, autor dos livros Novo Rumo, Encontro com o Cara do Espelho, Sobrevivendo a um Relacionamento Abusivo e O Amor não é para Covardes (em reedição).

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Meu livro ficou 5 anos na gaveta e eu junto com ele. Cansei de adiar!

Essa é a história por trás do "Titanic: O amor não é para covardes": como ele nasceu na pandemia, por que ficou tanto tempo na gaveta e o que mudou quando eu decidi parar de adiar minha vida.



Esse livro ficou cinco anos na gaveta, quase esquecido nos meus arquivos. Mas agora ele voltou para as minhas mãos: impresso, real, editado do jeito que eu sonhei. Meu nome é Diogo Souza, sou escritor e comunicólogo, e hoje vamos falar sobre o que acontece quando você para de adiar. Se você ficar até o fim, deixa um like, um comentário. Isso me ajuda. 


A ideia desse livro nasceu em 2018, junto com o meu TCC na graduação. Eu dediquei meses seguidos a ler tudo que eu consegui sobre o Titanic. Uma lista extensa de documentários, filmes, livros, artigos, fóruns, etc. Eu sentia dentro de mim uma necessidade de escrever algo sobre aquele navio. Mas ainda não sabia o que se passaria a bordo dele. 


Os livros “Titanic Minuto a Minuto” e “Uma noite fatídica” me ajudaram a entender a tragédia e o aspecto simbólico por trás do navio. Eles me deram o ritmo dos ponteiros do relógio, eu já tinha o espaço, o tempo, me faltava o enredo. Ainda sem personagens e sem trama, escrevi o primeiro texto daquele livro que ainda era só uma ideia. 


Mas foi só em 2020 que comecei a escrever o livro. Quando a pandemia começou, eu já estava há um mês escrevendo. E o que era uma atividade secundária virou a coisa mais importante dos meus dias, tomando cada vez mais tempo e dedicação de minha rotina. O mundo que conhecíamos ruía lá fora, o lockdown testava nossos limites. Escrever esse livro me desconectava daquele medo constante. Ele me manteve inteiro.


A alegria de concluir pela primeira vez na vida uma obra de ficção aliviou o medo do desconhecido daquela fase. Aquele era um ano eleitoral, eu ainda trabalhava com comunicação e havia uma campanha política de rua acontecendo em plena pandemia. Eu tinha medo. Eu sentia que o tempo tava acabando. Então eu publiquei o livro por mim mesmo. Aprendi como fazer isso na Amazon e no Clube de Autores. Fiz tudo com urgência, com pressa. Alcancei coisas maravilhosas com esse lançamento inicial, mas o tempo passou, o mundo foi voltando aos trilhos, então olhei pro livro e pensei: “Eu podia ter feito melhor.”


E aí eu guardei o livro, removi das vendas para preparar um relançamento meses depois. Bem, cinco anos se passaram desde então. Lá estava eu trabalhando muito, priorizando projetos que não eram meus. Sem tempo para mim, para meus sonhos. Se eu tinha algum tempo, não tinha energia. Se tinha energia, não tinha tempo. Eu vivia em função de não me cansar muito, pois no dia seguinte cansaria muito mais. Fiquei esperando o tempo perfeito que nunca chegou. Eu acabei esquecendo desse livro porque, decisão após decisão, fui esquecendo de mim. 


Recentemente, eu reorganizei o meu escritório. Pintei, arrumei, criei um espaço que fosse meu de verdade. E isso fez parte de um processo maior: de voltar a me lembrar de quem eu sou.


Em 2025, comecei a levar a sério a decisão de parar de adiar minha vida. Eu me dei conta de que tinha passado anos vivendo para coisas externas, que tinham representado uma parte importante de minha caminhada, mas que era hora de recalcular a rota. Foram muitas da mudanças que promovi em minha vida, mudei minha rotina pelo avesso e voltei a ser dono do meu tempo. Levaram meses até me lembrar desse livro, eu senti que era hora de fazer do jeito certo.


Eu enviei o texto pra Opera Editorial. Eles aprovaram o original, fechamos contrato, eles editaram, fizemos pré-venda. E agora, finalmente, o livro chegou impresso. Cinco anos depois e alguns meses, além do atraso da entrega dos correios. Mas dessa vez, do jeito que eu sempre quis. 


Queria ter mais capacidade de traduzir a estranha sensação de ter em mãos um livro que você escreveu. Um objeto tão simples, um amontoado de palavras, leve, mas tão carregado de sentimento e significado. Tatear meu próprio livro me faz viajar no tempo, rever algumas cenas de uma criança que sonhava por meio de palavras em folhas de papel. Escutar novamente alguns nãos, alguns avisos de que isso não valia a pena e perceber como todos estavam completamente enganados. E se permitir rir deles é maravilhoso. Vale muito a pena! 


Folhear estas páginas que carregam meu suor, minhas lágrimas e o esforço coletivo daqueles que me antecederam e que me permitiram chegar até o sublime momento de colocar diante da página em branco e não parar até que finalmente este livro estivesse parido, livre de mim, das minhas mãos para as mãos do mundo. 


E isso me assusta e me conforta ao mesmo tempo. Porque soltar algo que ficou guardado por tanto tempo é como soltar uma versão de mim que estava guardada junto com o livro. 


“Titanic: o amor não é para covardes me ensinou a sobreviver em 2020. Agora, ele me relembra a importância de sonhar e viver de novo. Com foco e equilíbro. Com fé. Com as minhas próprias mãos, no meu próprio tempo.


Foram muitos anos aguardando as condições ideais e perfeitas. Buscando ou esperando uma perfeição técnica, uma conjunção exata de fatores e a ilusão de achar que precisava ser perfeito antes de ser visto. Mas a verdade é que a imperfeição é a única coisa que conecta a todos nós e a ilusão de superá-la também. Fugir dela é fugir da essência humana. Esperar o tempo ideal é perder o tempo real. Esses livros não são perfeitos, assim como o autor que vos fala. Mas são meus, de direito e de alma. E agora são de vocês também.

Se você chegou até aqui, meu muito obrigado pela leitura! Esse texto deu origem ao vídeo de estreia do meu canal do Youtube, caso se interesse: 



Diário de Bordo

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